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Alexandre Costa

sábado, 26 de novembro de 2011

Existe uma ética universal


O termo ética é derivado do grego ethos com o significado de caráter, modo de ser de uma pessoa; estando relacionado com o sentimento de justiça social. Não abordaremos aqui a questão da ética profissional do Fisioterapeuta, cujo estudo e conhecimento reputamos como da maior importância, mas, restrito e condensado em um código. Tal código terá o seu texto revisto e atualizado pelo órgão competente, no caso o Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Pretendemos ir mais longe, sair do âmbito restrito, alcançar a profunda crise ética que atinge, hoje, escala planetária. A humanidade está em risco e o planeta ameaçado. A falta de ética no homem, agride, concorrendo para a destruição da fauna e da flora, poluindo a atmosfera e envenenando as águas e o solo com agrotóxicos.

No livro “Crítica da razão prática” citado por Masip – História da filosofia ocidental. São Paulo: EPU. 2001, Kant explica que entende por razão prática “O modo como a razão dita à vontade a lei moral” e afirma: “A lei moral não pode ter origem na experiência ( prazer, utilidade, felicidade), mas é condição a priori da vontade”. A concepção ética kantiana é deontológica, ou seja, deve-se fazer o bem independente das suas consequências, o que em síntese é um imperativo categórico, ou melhor, uma fórmula baseada na universalidade da lei, como no preceito: “Age de tal modo que a máxima da tua ação possa sempre valer como princípio universal de conduta”.

Não somente Kant pensou e escreveu sobre ética, nomes como Platão, Aristóteles, Epíteto, Abelardo, Tomás de Aquino, Russel, e Lévinas, entre outros, dedicaram páginas ao conhecimento e ensinamento do tema, constituindo um acervo valioso. Lévinas assim a definiu: “A ética é a filosofia primeira, a metafísica. Tudo mais na filosofia é um ramo seu, e não ao contrário”.

Para não ficarmos restritos ao pensamento ético ocidental, cabe lembrar o budismo como religião e filosofia do Oriente, bem como da postura ética do Dalai Lama e o que representou Gandhi para a humanidade, já que pensamos numa ética universal; na qual o homem é que faz opção consciente ao perceber a possibilidade de aprimorar comportamentos que trazem benefícios. Por conseguinte, existe sim uma ética universal que se traduz como RESPONSABILIDADE do ser humano com relação à natureza e com o futuro das próximas gerações (animais, homens, plantas) no Planeta terra, ou seja, um ato que o indivíduo, em qualquer lugar do mundo pode praticar voluntária e conscientemente. E por esse ato ele responderá com coragem e generosidade de alma, pois a ética universal propugna o bem da humanidade e a defesa do Planeta terra, hoje ameaçado pela incúria dos aéticos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Postagens mais antigas podem ser interesantes

Postagens mais antigas podem ser interessantes para os novos ou os já habituais seguidores, como, por exemplo, a postagem que pode ser visualizada no Link abaixo, sob o título "1968 acabou?" ou outras que podem ser encontradas na barra lateral, ítem ARQUIVO DO BLOG. Veja, leia, e deixe o seu comentário, crítica ou sugestão.



http://geraldobarbosa43.blogspot.com/2010/04/1968-acabou.html

terça-feira, 15 de novembro de 2011

II Congresso Internacional de Envelhecimento Humano




Realizou-se de 13 a15 de novembro de 2011 na Cidade de Campina Grande - PB, no Centro de Convenções Raymundo Asfora, o II Congresso Internacional de Envelhecimento Humano promovido pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) Sessão Paraíba, com apoio da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e da CAPES. O evento contou com a efetiva participação de profissionais e estudantes das áreas de interesse da Gerontologia e da Geriatria, bem como de Fisioterapeutas e de estudantes de Fisioterapia. Na sequência fotográfica apresentada a seguir registramos alguns momentos dessa participação.


Entardecer no Açude Velho. Campina Grande - PB cidade sede do IICongresso Internacional de Envelhecimento Humano (II CIEH).



Alunas da Universidade Aberta à Maioridade (UEPB) posam ao lado da Fisioterapeuta Marli Costa, terceira de pé a direita da foto, com detalhe vermelho na blusa.




Momento da Palestra "Alteração postural, a sua influência no equilíbrio dos idosos" ministrada pela Professora Dra. Maria das Graças Rodrigues de Araújo (UFPE) e coordenada pela Professora Dra. Doralúcia Pedrosa (UEPB).



Fisioterapeutas Geraldo Barbosa e Marli Costa, acadêmicos de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba - EUPB e da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE ao lado da Professora Dra. Maria das Graças Rodrigues de Araújo (UFPE) e da Professora Dra. Doralúcia Pedrosa (UEPB)


Os acadêmicos de Fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba - UEPB Daniela de Lucena Monteiro e Nayron Medeiros Soares, membros da organização do II CIEH, ao lado do Fisioterapeuta Geraldo Barbosa.


FOTOS: Arquivo/Blog 14-F Fisioterapia






terça-feira, 8 de novembro de 2011

A postura profissional do Fisioterapeuta


Postura, além de ser o modo de manter o corpo ou parte dele, é: no sentido do que pretendemos expor, o modo de pensar e de proceder, nesse caso específico, do Fisioterapeuta; profissional de saúde detentor de formação acadêmica superior, habilitado com base em evidências científicas a cuidar do ser humano da concepção até a morte; entendendo-se a sua atuação desde o estágio pré-natal, na atenção básica à saúde, aos cuidados paliativos com pacientes terminais, abrangendo assim o ciclo biológico da vida humana em suas relações interpessoais, mais especificamente na relação Fisioterapeuta/paciente.

Cumprir tarefa de tal envergadura, mesmo ancorada que seja em sólida formação científica, exige do Fisioterapeuta postura ética suficiente, aliada ao compromisso permanente com a responsabilidade social aos seus cuidados, e não somente com a responsabilidade social já citada; como também com a responsabilidade sanitária que tem, de notificar agravos epidemiológicos, dos quais venha a tomar conhecimento, em decorrência do exercício profissional, seja na clínica privada ou no serviço público.

Conhecedor e consciente do seu papel social, e da sua postura profissional brevemente esboçada nos parágrafos anteriores, é que o Fisioterapeuta parte para a construção do diagnóstico e do prognóstico dos distúrbios cinéticos funcionais dos seus pacientes, relacionados de forma direta e indiretamente com a motricidade e a fisiologia; procede a partir daí a prescrição e o ordenamento das condutas a adotar, monitorando e regulando os procedimentos fisioterapêuticos, ao mesmo tempo em que acompanha a evolução do quadro clínico funcional para dar alta do serviço de saúde ou do atendimento domiciliar, reconduzindo os pacientes, por meio dessa prática, ao convívio social e à força de trabalho.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Reflexões sobre a participação do Fisioterapeuta no debate social em curso


Quantas vezes me pergunto: Porque é tão difícil encontrar Fisioterapeutas em eventos sobre o debate social em curso? Gostaria muito de vê-los participar de eventos quanto à fome na África subsaariana, a violência urbana (que leva um enorme contingente populacional aos serviços de Fisioterapia), a transparência nas entidades públicas e na política, ou a questão do lixo e dos resíduos tóxicos, por exemplo. Entendo particularmente, que o Fisioterapeuta não pode e não deve ser cientista de uma só ciência, precisa ampliar o horizonte na busca de novos conhecimentos. Por ser um ator social de grande importância, faz-se necessária a sua participação efetiva em outras esferas, fora do âmbito restrito da profissão.
Acontece, porém, que tive a grata surpresa, dois dias atrás, quando participava do “Fórum sobre questões do Envelhecimento”, de encontrar no local do evento professores e alunos do Curso de Fisioterapia da Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP, entidade promotora do fórum que mensalmente aborda um tema relevante, sendo dessa vez “ O TEMPO NÃO PARA: REFLEXÕES SOBRE A (IN)FINITUDE”, tendo como palestrantes a Psicóloga Vânia Maria Ferreira e o Frei Aloísio Fragoso. A participação, no caso dos professores e alunos do curso daquela Universidade foi efetiva e não compulsória. A Fisioterapeuta e professora da UNICAP, Francisca Motta, encerrou o encontro com uma performance onde as mãos da apresentadora significaram alternadamente, a flor de Lótus e o coração humano.
O “Fórum sobre questões do Envelhecimento” terá sequência em 2012, com programação mensal, que divulgaremos oportunamente aqui no Blog. Fica a reflexão, na expectativa de que seja concreta a participação de Fisioterapeutas, professores e alunos, também de outras universidades e faculdades.