Pôr do Sol Recife Pernambuco - Brasil agosto de 2017 Foto GB/Arquivo Blog 14F

sexta-feira, 30 de abril de 2010

1968 acabou?




Telegrama da Associação Brasileira de Fisioterapeutas - ABF, datado de 15 de agosto de 1968.




Telegrama do Deputado Federal da bancada de Pernambuco João Roma, datado de 23 de agosto de 1968.



Para Aristóteles o tempo é presente, passado, futuro, anterioridade e posteridade. O ano de 1968 está no tempo, distante de hoje, pela passagem do calendário em 42 anos.

Naquele ano de 1968 o mundo estremecia com as barricadas dos estudantes em Paris, o assassinato de Martin Luther king e a Passeata dos Cem Mil pelo fim da ditadura no Brasil.

Foi um ano realmente atípico, quando o então Teólogo Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, predizia que, "Para a Igreja viriam tempos muito dificeis"; a Revista TIME elegia " Homens do Ano" os cosmonautas da APOLO-8 Frank Borman, James Lovell e William Anders, e, o pernambucano Clube Náutico Capibaribe torna-se Hexacampeão após vencer o Sport Club do Recife numa "Melhor de três".

Para a Fisioterapia, um ano de intensa luta política pelo reconhecimento profissional que mobilizou todas as lideranças da classe.


Fac-similes: Arquivo pessoal

4 comentários:

  1. Excelente o telegrama! Parabéns pela pesquisa histórica. A profissão de fisioterapeuta foi regulamentada em 1969 graças a luta de mais de uma década da categoria, nas mais diferentes frentes.
    Parabéns professor Geraldo.

    Fabio Batalha Monteiro de Barros

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  2. Prezado Fabio Batalha,
    Obrigado por interagir com o Blog.
    A categoria é regulamentada, tem Conselho, Associações científicas, faltam ainda: Reconhecimento social, autonomia e salários dignos.
    A luta continua!
    Um abraço

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  3. Perfeita sua colocação: Reconhecimento social, autonomia e salários dignos.
    Mas é interessante perceber como a história mostra que nossa profissão nasceu da luta coletiva, organização da classe, de muitas reuniões e ações.
    Hoje muitos acreditam que só há o caminho individual é que resolve e que a ação coletiva, o diálogo, reuniões, são perda de tempo. Uma pena, quando a história e a experiência mostram justamente o contrário.
    Abraços.

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  4. Prezado Fabio Batalha,
    Com certeza, a luta deve ser coletiva, não podemos permanecer na individualidade, nem delegando exclusivamente aos órgãos de classe a defesa dos interesses maiores da categoria.Visto que, nossas representações já não possuem o brilho nem a garra de antigamente (sem saudosismo).Portanto sem a ação coletiva nada conseguiremos.
    A luta continua!
    Um abraço.

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