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Alexandre Costa

sábado, 27 de outubro de 2012

Revista NovaFisio edição Nº 88 setembro/outubro 2012.



Revista NovaFisio edição Nº 88 setembro/outubro 2012.

Veja a versão eletrônica acessando o site www.novafisio.com.br

Leia na página 20 a Coluna do Dr. Geraldo Barbosa


Divulgação voluntária e gratuita. Cortesia do Blog 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Teremos a Fisioterapia Ocular como especialidade reconhecida pelo COFFITO?



O conhecimento geral tem um horizonte "diante do qual transcorrem todas as atividades da vida" (Safransky, Rudiger - 2011 ). Cito Safransky logo no início da postagem pelo horizonte contenporâneo que se descortina e por mais dois motivos, o primeiro diz respeito a dados estatísticos extraidos do site da BBC - Brasil: "O número de pessoas com 100 anos ou mais, aumentarão 15 vezes até 2020. No Brasil, os centenários eram 13,8 mil em 1991; conforme o último Censo (IBGE - 2010) são cerca de 30.000 pessoas". O segundo motivo remonta à palestra "Fisioterapia Ocular no Idoso" proferida no Forum sobre questões do envelhecimento http://geraldobarbosa43.blogspot.com.br/2012/09/saude-ocular.html pela Fisioterapeuta Ocular Ângela Dias, graduada pela Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP, pós-graduada em Fisioterapia Neurofuncional pela Faculdade Integrada do Recife - FIR e preceptora de Residência Médica em Oftalmologia da Fundação Santa Luzia, na subespecialidade Estrabismo. 

No Blog da Dra. Ângela Dias (http:// fisioterapiaocular.blogspot.com.br) encontramos um texto retirado do Diário Oficial da União - DOU, Nº 219 de 14/11/07 - p. 386 - Portaria do Ministério da Saúde  Nº 2.916, Art.5º Tabela SIH e SIA/SUS Tipo de Ato: " Fisioterapia (Especial) Assistência Fisioterapêutica em Oftalmologia: Atendimento Fisioterapêutico em Oftalmologia de paciente com alterações oculomotoras centrais com comprometimento sistêmico  e Atendimento Fisioterapêutico em pacientes com alterações oculares periféricas".

Já na atualidade e em  futuro próximo, um número significativo de potenciais pacientes, bem como de profissionais habilitados, sem falar na existência legal de tabela de procedimentos do SUS, não seriam suficientes para o reconhecimento pelo COFFITO da Especialidade Fisioterapia Ocular?




Fonte/Referências:

-   Safransky,Rudiger. Nietzche, biografia de uma tragédia - São Paulo: Geração   Editorial, 2011.

-   BBC - Brasil  www.bbc.co.uk/portuguese

-   Blog Fisioterapia Ocular http://fisioterapiaocular.blogspot.com.br

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Lançamento do Livro " Institucionalização da Fisioterapia"




PERFIL DO AUTOR E INFORMAÇÕES SOBRE O LIVRO

Perfil  do autor

O professor Risomar da Silva Vieira, possui  graduação em História pela Universidade Federal da Paraíba (1985), em Ciências pela Universidade Federal de Pernambuco (1982), em Fisioterapia pela Universidade Federal da Paraíba (1996), e em Biologia pela Universidade Federal da Paraíba (2006). Fez  mestrado em História pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE(2000)com pesquisa em saúde,  e doutorado em História da Ciência pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUC/SP(2011), trabalhando institucionalização da ciência. Atualmente é associado da Sociedade Brasileira de História da Ciência e da Associação Brasileira de Ensino em Fisioterapia.  É docente dos cursos de fisioterapia da Universidade Estadual da Paraíba e do Centro Universitário de João Pessoa. Atua nas áreas de Fisioterapia em Saúde Coletiva, História da Ciência na perspectiva do conhecimento em saúde e na formação de trabalhadores para o setor saúde.

Informações sobre o livro

O livro, prefaciado pelo Fisioterapeuta Geraldo Barbosa, apresenta uma compreensão  do processo histórico da Fisioterapia no contexto internacional e brasileiro, analisando como se deu a  institucionalização desta área do conhecimento em saúde na Paraíba, com os seus desdobramentos. Conforme os conteúdos apresentados, o trabalho se constitui um referencial para a formação em Fisioterapia na Paraíba e no Brasil.

O trabalho encontra-se distribuído em cinco capítulos seguindo uma lógica onde parte-se de uma visão abrangente do processo histórico da Fisioterapia no contexto mundial e brasileiro, seguindo a trilha em direção às especificidades da realidade paraibana.
No primeiro capitulo apresenta a trajetória da Fisioterapia na Europa e Austrália, passando posteriormente pelo continente americano destacando os países mais representativos, conforme os registros pesquisados. Nesse capítulo são  observados e analisados os condicionantes históricos que se fizeram presentes na evolução da Fisioterapia a exemplo dos reflexos das consequências das grandes guerras, das mudanças econômicas e da produção, bem como das grandes epidemias de poliomielite.
No segundo capítulo é tratado o processo de institucionalização da Fisioterapia no Brasil, desde os seus momentos iniciais, passando pelos primeiros cursos e instituições formadoras, até as organizações profissionais e os fatores envolvidos nas transformações ocorridas no decorrer da história da profissão no país.
No terceiro capítulo, estão destacados os primeiros instantes da Fisioterapia na Paraíba, apresentando os primeiros serviços fisioterapêuticos no Estado, bem como a constituição do Centro de Reabilitação Profissional (CRP), do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) no Estado.
Continuando na realidade paraibana, o quarto capítulo é trabalhado o processo de instalação dos primeiros cursos de Fisioterapia no Estado, analisando primeiramente o momento histórico, considerando os aspectos socioeconômicos e epidemiológicos. Em seguida é analisado como aconteceu a criação das graduações nas instituições formadoras, mostrando que fatores favoreceram e dificultaram a instalações dos cursos. É considerado, também, nesse tópico, a construção e o papel das entidades de classe no processo de institucionalização da Fisioterapia no Estado. Além desses temas, observam-se, a partir das fontes, os desafios e as conquistas na formação e no mercado de trabalho do fisioterapeuta, findando o capítulo com o crescimento dos campos de atuação profissional.
Já no quinto capítulo são colocadas as entrevistas dos colaboradores. No processo de construção do  trabalho foram realizadas oito entrevistas com pessoas que são referências para o estudo da história da Fisioterapia na Paraíba, portanto de grande importância para a elaboração desta produção histórica.
E a título de conclusão, o trabalho expõe  algumas considerações sobre o que representa o texto para a realidade da profissão e da formação, apontando o olhar para outros horizontes a serem atingidos, a partir de novas investidas no estudo da história da Fisioterapia.


Data do lançamento: 19 de outubro de 2012

Horário: a partir das 20:00h

Local: Usina Cultural Energisa. Av. Juarez Távora, 243 - Torre
João Pessoa PB

Contato: risomarvieira@gmail.com



sábado, 13 de outubro de 2012

13 de outubro - Dia Nacional do Fisioterapeuta






As Mãos do Fisioterapeuta 


Ronaldo Cunha Lima

Mãos que entendem e se estendem nos labores,
Silenciosas mãos de mil cansaços,
Que em contatos contidos, feitos abraços,
Se enlaçam em lenitivo a tantas dores.

Mãos que acalmam, diante dos Temores,
Calando o medo dos primeiros passos,
Correndo, presciente, pernas, braços,
Que ensaiam lassos pelos seus temores.

São mãos que aos céus ascendem nos desvelos,
As mãos profissionais cheias de zelos,
Que animam o amanhã dos dias seus.

Mãos mágicas que à luz de um hermeneuta,
Refletem as mãos do fisioterapeuta,
Firmes na fé que vem das mãos de Deus.



Homenagem do Blog 14-F FISIOTERAPIA aos Fisioterapeutas brasileiros, na data magna da categoria.


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

2012 centenário do nascimento do prof. Ruy Neves Baptista


Homenagem do Blog 14-FFISIOTERAPIA ao Centenário do nascimento do Prof. Dr. Ruy Neves Baptista (08/10/1912 - 08/10/2012), fundador do Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco.


Foto: Reprodução do Livro "Emoções verbalizadas" do Prof. Bianor Germano da Hora.

Postagem atualizada em 08/04/2013

domingo, 7 de outubro de 2012

Ultrapassada a barreira das 60.000 visitas ao Blog



O Blog 14-F FISIOTERAPIA ultrapassou a marca dos 60.000 acessos, o que demonstra a confiança e o respeito dos internautas ao nosso trabalho, pelo que sinceramente agradecemos.

Continuaremos na luta pelos interesses maiores da Fisioterapia, sempre na busca de um futuro possível.

Geraldo Barbosa - Editor

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Herdeiros de Esculápio - Parte III (final)


                                                
       


                            



 Herdeiros de Esculápio  - (Parte III - final)


           O século XX traz consigo a força propulsora para os avanços da ciência. E, aí sim, após a Segunda Guerra Mundial (1939 – 1945), a Fisioterapia cresce, busca ser independente como ciência, processo terapêutico e profissão, cristalizando-se como atividade plena na área da saúde. No Brasil, em meados dos anos 50, com a criação dos serviços de Fisioterapia, ainda sem Fisioterapeutas e, nos anos seguintes com a implantação dos cursos regulares em São Paulo, Rio de Janeiro e Recife, tivemos a escalada dos congressos, o intercâmbio com universidades estrangeiras, a ascensão na carreia universitária com os mestrados e doutorados, bem como a expansão das clínicas e dos consultórios. Índices altíssimos de procura para inscrições nos exames vestibulares foram atingidos. Tal crescimento despertou o interesse na abertura de novos cursos; alguns deles sem a necessária qualificação, o que provocou na sociedade uma reação de desconfiança quanto ao tipo de profissional que desse modo seria jogado no mercado de trabalho. Em se tratando de cuidar da saúde das pessoas, não seria possível, jamais, permitir a presença de profissionais com formação duvidosa no mercado. Todavia, ainda é cedo para uma avaliação do impacto nocivo dessa superabundância de cursos e de novos profissionais, na saúde da população. Este é o retrato de uma situação no mínimo preocupante, que levou a categoria a cobrar um posicionamento das autoridades educacionais e do Conselho Federal de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional.

            Feita esta digressão, e para que se tenha um melhor entendimento de como a Fisioterapia evoluiu profissionalmente, saindo da noite dos tempos para a contemporaneidade, transcreve-se aqui trechos da carta enviada à Dra. Sônia Gusman então presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, em 21 de maio de 1980 pela Secretária-geral da World Confederation for Physical Therapy, a Fisioterapeuta E.M.McKay; conforme foi publicada no Jornal da Associação Paulista de Fisioterapeutas – APF, em sua edição de maio/junho de 1980 – Ano 10, página 3, respeitada a grafia original:

“Muitos fisioterapeutas estão agora trabalhando no cargo da Prevenção, onde procedem à avaliação sem necessidade de a pessoa sendo tratada ter antes consultado um médico registrado. Consequentemente o Código de Ética da Confederação foi alterado na última Assembléia Geral e não inclui mais a exigência de que fisioterapeutas somente tratem de pacientes encaminhados por médicos [...]”.

Prossegue a missivista:

“Como no Brasil, a Inglaterra tem um Conselho para o registro de fisioterapeutas entre outras. Sua denominação completa é 'Conselho para as Profissões Suplementares à Medicina’, e cobre não apenas fisioterapeutas, mas outras profissões, incluindo terapeutas ocupacionais. A denominação foi estabelecida após muita discussão e consideração, e é resultado de cuidadosa escolha de palavras para descrever exatamente o alcance do Conselho. Não é, portanto, por acaso que ela se refere a profissão e ao fato de elas serem “suplementares”. Tal termo significa algo que é adicionado para preencher ou completar uma deficiência. Em outras palavras, estas profissões, incluindo a Fisioterapia, estão suprindo uma deficiência que a Medicina sozinha não pode suprir”.

E finaliza:

“Caso seu governo desejar, posso e teria prazer em fornecer a Sra. ou ao seu Sr. Ministro da Saúde, exemplos e confirmação adicionais que esta carta só tocou resumidamente[...]”

            É lamentável que os brasileiros, vinte e nove anos depois, não tenham atingindo ainda o patamar em que se encontravam os ingleses em 1980, muito bem resolvidos e conscientes quanto aos seus papéis como profissionais de saúde. Resta-nos, portanto, nestes sombrios primeiros anos do século XXI - “em que o mundo apresenta novas configurações, necessitando de novos saberes para que se possa interpretá-los” - reforçar a auto-estima da classe, enfatizando: Os Fisioterapeutas são herdeiros legítimos do deus Esculápio e beneficiários diretos do conhecimento científico universalmente acumulado.

            No porvir, grande parte envelhecida da humanidade estará aguardando esse conhecimento acumulado para ser cuidada e adequadamente tratada.


Fonte: Barbosa,Geraldo. Herdeiros de Esculápio – História e organização profissional da Fisioterapia. Recife: Edição do Autor, 2009.