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domingo, 23 de agosto de 2015

O melhor tempo é o tempo presente


Convite aceito, este é o primeiro texto que saindo do Brasil alcançará a Colômbia e espero que também alcance o continente latino-americano e o Caribe, pela força que tem origem na "Campaña colombiana, muevete por la Fisioterapia".

Na América Latina os anos 1950 marcam o início da institucionalização da Fisioterapia; foi assim no Brasil, no Uruguai e na Colômbia, por exemplo. Sem  esquecer que para a cultura ocidental, as raízes estão fincadas em Esculápio, deus greco-romano da medicina e da cura, do qual os Fisioterapeutas são herdeiros legítimos. Entendendo, hoje, que Fisioterapia é simultaneamente ciência aplicada, processo terapêutico e profissão.

Assim, em 1951 teve início no Brasil o Curso Raphael de Barros, planejado pelo Dr. Waldo Rolim de Moraes, para formar "Técnicos em Fisioterapia", funcionando nas instalações do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. No Uruguai, em 1952, o Decano da Faculdade de Medicina da Universidade da República, Dr. Mario Cassinoni, fundou a carreira de "Técnico em Fisioterapia"; bem como na Colômbia, também em 1952 é fundada a Escola Nacional de Fisioterapia, anexa ao Instituto Colombiano de Ortopedia Franklin Delano Roosevelt, dirigido pelo Dr. Juan Ruiz Mora.

A década de 50 do século XX é marcante também pela criação, na Inglaterra, da Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT) em 1951.

                                " Não mais, ainda não."

Hoje, na América Latina não mais se pratica a Fisioterapia dos anos passados. Porém, ainda não foi alcançado o patamar do Reino Unido ou dos Estados Unidos da América. Salvo honrosas exceções de colegas que são destaque internacional em áreas específicas.

Recentemente a WCPT realizou seu Congresso Internacional  em Cingapura, quando  lançou a hashtag #globalPT; um chamamento para a globalização da Fisioterapia e dos Fisioterapeutas, pelo uso das redes sociais e da consequente  divulgação do conhecimento científico acessível a todos rincões da Terra.

Não existe ainda uma consciência plena, vislumbra-se, entretanto, a Fisioterapia na América Latina caminhando para a consolidação de uma comunidade global não  individualizada, porém de entendimento compartilhado pela via já citada das redes sociais. Essa questão vem logo à mente ao descobrirmos a sua singularidade. Pode até ocorrer em outros lugares; mas, aqui é mais forte.

Desse modo, para os Fisioterapeutas latino americanos, o melhor tempo é o tempo presente; o tempo da luta por melhores dias, num sentido coletivo, bem longe da ambivalência do individualismo pós-moderno.

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Nota do Autor

Texto originalmente publicado na Revista FISIOOPINA Volume1 Nº 1- Colômbia; por solicitação da Fisioterapeuta Alejandra Valenzuela.


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