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Alexandre Costa

terça-feira, 17 de maio de 2016

Satisfação interior é o conhecimento da origem

No início de maio deste ano ministrei palestra no Curso de Fisioterapia da Universidade Federal de Pernambuco, abordando a História e organização profissional da Fisioterapia no Brasil. Como de costume, nesse tipo de palestra, inicio propondo aos alunos que imaginem o símbolo da categoria inscrito em um triângulo, cujos lados ostentam gravadas as representações gráficas: Ciência aplicada, Processo terapêutico e Profissão. Feito isso, ressalto que nem sempre a Fisioterapia exibiu essa tríplice combinação. Ato contínuo, convido os participantes para uma viagem no tempo, retroagindo à  mitologia grega, mais precisamente ao deus Asclépio, filho de Apolo e da mortal Corônis. No mundo grego antigo sua origem, para alguns autores é obscura e seu culto somente tornou-se popular após o século V a.C., chegando a contar com mais de 300 templos ou santuários, sendo mais importante o de Epidauro.

A sugerida viagem objetiva unificar um mosaico inscrito no tempo e no devir, em virtude do fato de que as origens da Fisioterapia são encontradas também, fora da cultura ocidental, na China e na Índia, por exemplo. Porém, no Ocidente, somos todos (Fisioterapeutas) herdeiros do deus Asclépio  (Esculápio para os romanos). 

Como profissão, ainda incipiente, a Fisioterapia  chega ao Brasil no início dos anos 1950. Evoluindo a partir daí para a criação de escolas, associações, sindicatos, conselhos e sociedades científicas. Tudo isso é objeto da palestra. Mas; gratificante é perceber o interesse do auditório composto de jovens, pela mitologia, pelo culto a Asclépio/Esculápio. 

Aplicar-se ao conhecimento de métodos, técnicas e processos terapêuticos é imperativo para o exercício profissional. Entretanto, o que dá satisfação interior é o conhecimento da origem, da história da profissão.





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